quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Venerável Edell Quinn Enviada da Legião de Maria a Africa

Edell Quinn, nascida no dia 14/09/1907, em Greenane, perto de Kanturk, no Condado de Cork (Irlanda).
Edell Quinn era uma simples moça irlandesa, que "pelo extraordinário exemplo de sua vida viria a alterar o curso da história". Nada em sua meninice e adolescência, faria prever sua futura glória: era uma garota encantadora, alegre e atraente, como tantas outras.
Edell conheceu a legião através de uma amiga. Esta recusou um convite de Edell para ir até sua casa, alegando que tinha de ir a uma reunião da legião de Maria. Edell interessou-se pelo movimento e quis assistir à reunião. Tornou-se, então, membro ativo e, após dois anos, era já  presidente de um praesidium encarregado da recuperação de mulheres decaídas. Mas embora totalmente devotada à causa legionária, sentia-se atraída por um outro ideal: queria ingressar num convento de religiosas contemplativas.
Seu desejo de uma  vida de oração, entre as Clarissas, nunca porém, chegou a ser satisfeito, devido a uma incurável tuberculose. Deus tinha determinado que, permanecendo sua alma para sempre enclausurada, as paredes de seu convento seriam os caminhos da África.
Em 1934, após permanecer 18 meses num sanatório, retornou à vida normal, tendo, então, participado de uma peregrinação a Lourdes, organizada pela legião de Maria. Regressando á Irlanda, continuou na Legião como membro ativo.
Sua alma generosa levou-a a se entregar sempre mais ao serviço apostólico. Em 30/10/1936, com 29 anos de idade, partiu para a África Oriental, como Enviada da Legião de Maria, dedicando-se a um apostolado heróico até a morte, por 7 anos e meio, sem nunca voltar à pátria e rever a família. Apesar de dificuldades tremendas, conseguiu estabelecer a Legião em todo o território do Vicariato de Zanzibar. Depois, animada de incansavel zelo, apesar da saúde sempre delicada, percorreu os imensos terrritórios de Kenia, Tanganica, Uganda, Niassaland e Ilha Mauricio.
Era obrigada, algumas vezes, a um repouso forçado em hospitais; mas ainda assim, prosseguia em seu apostolado, através da oração e da correspondência. Em 1943, escrevia uma testemunha ocular a seu respeito. "Não está curada. Está pesando muito pouco, e lhe é muito penosa a presente estação de chuvas. Tem dificuldades em respirar. Qualquer esforço físico, mesmo leve, deixa-a sem fôlego e necessitada de descanso. é uma criatura extraordinária, um magnifico exemplo de vocação cumprida com integral fidelidade".Todos os  que a conheceram de perto observaram que, sob a intensa atividade exterior, escondia-se uma profunda vida de comunhão com Deus. A missa, desde a juventude  até o final, foi o centro de sua vida. Chegava a viajar horas e horas em jejum certa vez ficou 17 horas sem comer só para poder receber a Santa Comunhão. Atribuia ela ao SSmo. Sacramento a graça de poder prosseguir na luta. "Como a vida seria solitária sem ele", escreveu certa vez. Seu imenso amor pela 'Virgem Mãe de Deus, sua confiança e total dependência de Maria, impregnava todos os aspectos de sua vida, tendo alcançado um grau pouco comum de união com Nossa Senhora. Quando lhe perguntaram se alguma vez lhe tinha recusado alguma coisa, respondeu: "Não, nunca lhe neguei nada, em tudo quanto me pareceu ser a sua vontade".
Conservou-se sempre alegre até o fim. Um sacerdote, que a visitou  poucos dias antes da sua morte, encontrou-a de "extraordinário e contagiante bom humor". O fim foi repentino.
Tomada de surpresa, apenas perguntou: "O que está acontecendo comigo? Será que Jesus veio me buscar?" Foi no dia 12 de maio de 1944. O seu falecimento foi comunicado a Dublin, centro da Legião de Maria, por telegrama expedido pelo Exmo. Sr. Cardeal Secretário de Estado de sua Santidade, quando estando ainda a Europa em guerra a notícia chegou ao conhecimento do Vaticano. Em Nairobi, onde estabelecera a sua primeira Curia anos atrás, foi sepultada em cemitério reservado aos missionários.
Foi declarada solenimente, pelo Papa João Paulo Segundo, a 15 de setembro de 1994, Venerável, por sua ação heróica.
 
Fonte: Legião de Maria - Senatus de São Paulo - Com aprovação Eclesiástica
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